"Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria optar por outra coisa. Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára."


Vale a pena ser ético

Prezar os bons valores virou exigência de mercado. 
Pode alavancar carreiras e garantir bons negócios 
 
Você já foi colocado numa situação em que sua ética foi testada? Como você agiu? Fez o que achou mais correto ou foi influenciado? Se você optou pela saída que considera justa, saiba que o mercado dá sinais de que vai valorizá-lo. 
Se na política a ética é constantemente colocada na berlinda, no mundo do trabalho ela é pré-requisito do profissional moderno. Mas, afinal, o que é atuar de maneira ética? Abaixo, colocamos uma série de valores fundamentais do profissional ético, que almeja uma carreira forte e consolidada.
 
1. Honestidade: Deve figurar entre as virtudes de um negócio, independente da situação. A credibilidade só nasce de uma relação franca.
 
2. Coragem: O profissional ético assume as decisões que toma, mesmo que seja preciso ir contra a opinião da maioria.
 
3. Tolerância e flexibilidade: Um líder deve ouvir as pessoas e avaliar as situações sem preconceitos. Uma das 50 lições de liderança de Tom Peters: "líderes entendem o poder supremo dos relacionamentos". 
 
4. Integridade: Ou seja, agir dentro dos seus princípios éticos, seja em momentos de instabilidade financeira, seja na hora de apresentar ótimas soluções. 
 
5. Humildade: Essa competência distingue o profissional moderno dos outros. Ele sabe reconhecer que o sucesso individual é resultado de trabalho em equipe.
 
 
Ética empresarial 
 
As empresas têm motivos de sobra para atuarem de maneira ética interna e externamente. Está provado que práticas cidadãs podem ser um diferencial competitivo. Por outro lado, empresas cuja conduta é questionável, sofrem boicotes. Prova disso aconteceu na Grã-Bretanha, onde 44% da população evitaram comprar produtos vistos como não éticos no ano passado, segundo uma pesquisa do instituto Mori. 
 
A organização alemã Fairtrade Labelling Organizations International (FLO) concede o selo do comércio justo para empresas que pagam mais do que a média de mercado aos fornecedores, não utilizam trabalho escravo ou mão-de-obra infantil e não são prejudiciais ao meio ambiente. O interessante é notar que os produtos com o selo FLO cresceram 60% nos últimos três anos. O café "ético" chegou a crescer 51%, mesmo custando até 25% mais.  
 
 
Veja outros dados que justificam práticas éticas dentro e fora da empresa: 
 
  • 44% dos consumidores europeus estão dispostos a pagar mais caro por produtos oriundos de empresas éticas. Na Dinamarca a parcela chega a 64%. 
  • Sete em cada dez consumidores europeus afirmam que a atuação social das empresas pesa na hora de escolher o que comprar. 
  • Um em cada dez consumidores europeus se sente culpado por não comprar produtos éticos.
  • Pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, revelou que empresas preocupadas com bom relacionamento com todos envolvidos no negócio crescem quatro vezes mais do que as focadas apenas para os acionistas.
  • Práticas decentes com os empregados aumentam a qualidade e a produtividade da empresa. Pesquisa da American Productivity and Quality Center revelou que benefícios ligados à saúde do funcionário reduzem em cerca de 30% as despesas com rotatividade e afastamento por doenças. 
  • Empresas éticas atraem mais talentos. Mais da metade de 2 500 MBA´s entrevistados nos Estados Unidos disse que aceitaria ganhar menos para trabalhar em ambientes socialmente responsáveis. 
  • Escorregadelas custam caro. A Johnson & Johnson anunciou que pagaria uma indenização de 860 milhões de dólares para os consumidores de lentes de contato, tudo por causa de uma má informação. O erro foi instruí-los a trocar as lentes diariamente. Alguns testes laboratoriais indicaram que elas poderiam ser usadas até duas semanas. 

 


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